segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O Renascimento de Florença no Louvre



Em cartaz até 6 de janeiro no Musée du Louvre - e com co-produção do Museo de Bargello, de Florença - a super exposição "A Primavera do Renascimento: a Escultura e as Artes em Florença de 1400 a 1460" traz detalhes desse imenso movimento artístico e cultural que nasceu em Florença, se irradiou toda a Europa nos Séculos XV e XVI e que ficou conhecido até os dias de hoje como o Renascimento.

Naquela época, Florença já era uma grande cidade, com mais de 100.000 habitantes, muito rica e um um grande comércio mundial, por isso tinha nas suas famílias tradicionais o mecenato como um hábito e por isso manteve sua importante tradição artística - é a cidade de Dante Alighieri.

Mas para Marc Bormand, organizador desta exposição "que permitirá ao público ver as coisas de um jeito diferente, pois ela mostrará que, contrariamente à ideia difundida, o Renascimento Italiano e Florentino não é no começo uma questão de pinturas mas sim de esculturas e de arquitetura. É a escultura que é inovadora, no começo do Século XV."

Nesses anos do Quattrocento, a República de Florença constrói uma imagem de herdeira da República Romana e, para mostrar sua superioridade, a cidade coloca em prática uma política de grandes construções como o Batistério da fachada da Catedral, o Campanário, Orsanmichele e muitas outras que servirão de ocasião para a renovação dos escultores à época, como por exemplo as representações da natureza humana por Donatello, exemplificada com seu deslumbrante Saint Louis de Toulouse, que com seus 2,70m é um dos carros-chefes da exposição.

A exposição inclui ainda uma série de bustos florentinos, incluindo o de Cosme de Médicis: é uma nova etapa do Renascimento com o desenvolvimento do mecenato privado ligado à hegemonia dos Médicis.

Musée du Louvre
99, Rue de Rivoli
1er arrondissement
Telefone: 01 40 20 53 17
www.louvre.fr

domingo, 13 de outubro de 2013

Zumbis aterrorizaram vivos nas ruas de Paris

Dezenas de jovens marcharam ontem (12) pelas ruas vestidos de mortos-vivos, ou zumbis se é fã do nome, aterrorizando moradores e turistas em Paris.

Vestidos "à caráter": todos os participantes exibiram maquiagem caprichada e muito sangue, posaram para as fotos e mostraram sua aparência horripilante. Fotos de Benoit Tessier, da Reuters.


Em versão zumbi do personagem 'Wally', jovem posa para a câmera (Foto: Benoit Tessier/Reuters)

Evento de 'mortos-vivos' ocorreu em Paris, na França (Foto: Benoit Tessier/Reuters)

Dezenas de jovens caminharam pelas ruas de Paris cobertos de sangue e maquiagem (Foto: Benoit Tessier/Reuters)

'Mortos-vivos' saíram às ruas em caminhada zumbi (Foto: Benoit Tessier/Reuters)

Caminhada zumbi ocorreu em Paris, na França (Foto: Benoit Tessier/Reuters)

sábado, 12 de outubro de 2013

Plaza Athénée só reabrirá em maio de 2014




Fachada do Plaza Athénée, em Paris, que entrará em reforma
Foto: Divulgação

O Hôtel Plaza Athénée - que comemora seu centenário em 2013 e é um dos mais célebres de Paris - fechou suas portas no último dia 1º para uma grande série de reformas e até já vendeu em um grande leilão na Maison Artcurial lotes de objetos e utensílios nos dias 7 e 8 passados, só reabrirá suas portas em maio de 2014, após sua esperada ampliação.

Nos últimos três anos, o hotel comprou três prédios vizinhos: um onde funcionava a loja da famosa joalheria Harry Winston, outra na Rue Clement Marot e outro onde funcionava o Relais Plaza, que era alugado pelo hotel há muitos anos.

Em maio do ano que vem, quando voltar a receber hóspedes, o Plaza Athénée terá mais seis quartos, oito suítes, um salão de baile e dois espaços para eventos e até seu estrelado restaurante, comandado pelo super Chef Alain Ducasse, também terá sido renovado.

Em novembro deste ano, hotel plantará 100 novas árvores nos jardins do Château de Versailles, em comemoração aos seus 100 anos e enquanto estiver fechado, alguns de seus profissionais mais reconhecidos estarão em atividade em outros endereços.

Por exemplo, seu famoso bolo de Natal do Chef Pâtissier Christophe Michalak será servido no The Dorchester, em Londres, e no Le Meurice, de Paris. Este último também receberá a equipe do Bar du Plaza durante a próxima Fashion Week, em março de 2014.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Começa hoje em Paris o ASVOFF 6 - o mais importante festival de filmes de moda do mundo



Segundo informações da Globonews, começa hoje, no Centre Georges Pompidou, a sexta edição do mais importante festival de filmes de moda, o ASVOFF, que foi criado em 2008 pela jornalista americana Diane Pernet, uma jornalista americana baseada na França.

Pernet se formou em cinema, foi estilista em Nova York nos anos 80, editora da revista Joyce e dos sites da Elle e Vogue francesas e, em 2005, lançou 'A Shaded View on Fashion', um dos três primeiros blogs de moda da história que é, até hoje, considerado um dos mais influentes do meio.

Em 2006, ela filmou com uma câmera de bolso uma viagem entre Londres e Monte Carlo para a marca Eley Kishimoto. Os vídeos fizeram tanto sucesso no blog que levaram Diane a criar seu próprio festival.

A sexta edição conta com uma competição de curtas-metragens, um tributo ao cineasta Larry Clark, uma filme raro do perfumista Serge Lutens, além de performances, documentários e palestras com profissionais da moda. Alguns dos filmes são editoriais de moda em movimento e outros têm um regitro mais intelectual, mas em todos a moda é, na verdade, só um pretexto para as experiências visuais de fotógrafos, cineastas, maquiadores e artistas plásticos.

Apesar de seu visual excêntrico, Diane é uma profissional muito séria e o festival atrai nomes importantes, como os fotógrafos David Sims, Ellen von Unwerth e até o Bruce Weber. Diane diz que, quando recebeu o e-mail de Weber perguntando se podia participar, entendeu que o festival estava realmente se tornando relevante. Para quem não lembra, ele é um fotógrafo de moda que ficou mundialmente conhecido no final dos anos 80 por suas campanhas da Calvin Klein e, depois, por um documentário sobre o Chet Baker, clipes para os Pet Shop Boys e editorais para a Vogue italiana.

O ASVOFF 6 fica em cartaz até amanhã, domingo (13) e algumas sessões são gratuitas e outras custam de € 4 a € 6 por pessoa.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Air France terá vôo direto entre Paris e Brasília



Segundo informações da EFE, a Air France anunciou hoje que reforçará sua presença no Brasil a partir de 31 de março de 2014, quando lançará um novo vôo direto entre Paris e Brasília.

Os vôos entre o Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle e o Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek terão freqüência de três vezes por semana (segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira) em aparelhos Boeing 777-200ER, com capacidade para 309 passageiros.

"O Brasil é um dos principais mercados do Grupo Air France. Não só porque o país abrigará a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, mas também por seu esplendor regional e mundial", declarou em comunicado seu Diretor-Geral Comercial, Patrick Alexandre.

Com essa nova rota a empresa espera não apenas "reforçar sua presença no Brasil" mas também oferecer voos a "mais de 20 destinos da América Latina" graças a um acordo para compartilhar itinerários com a Gol, acrescentou em seu comunicado.
 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

50 anos da morte de Piaf são lembrados em Paris



Para relembrar os 50 anos da morte de Edith Piaf, em 10 de outubro de 1963 e que serão completados amanhã (10), Paris homenageará a intérprete fundamental da música francesa com um festival que durará até a noite do próximo domingo (13).

Com apresentações musicais nas ruas dos bairros onde viveu Piaf - que começou cantando na rua e em cabarés e que acabou se tornando uma artista consagrada, chegando até a cantar no alto da Tour Eiffel.

Apesar sua figura pequena - Piaf não chegava a ter um metro e meio de altura - e seus vestidos sempre pretos, a força em cima do palco a tornou em um ícone da música francesa, cujo sucesso musical foi acompanhado de uma mitificação de sua figura: no número 72 da Rue de Belleville, no 20ème arrondissement de Paris, há uma placa que lembra o nascimento da artista: "nos degraus desta casa" - quando, na realidade, ela nasceu em um hospital próximo a sua casa, segundo seu registro de nascimento.

No entanto, é fato que a artista francesa teve uma infância dura: foi abandonada pela mãe e viveu com o pai, que acompanhava enquanto ele se exibia como contorcionista na rua e, durante a infância, Piaf também conviveu com a avó materna, que trabalhava em um circo, e com a avó paterna, que gerenciava um prostíbulo na Normandia.

Aos 15 anos, a jovem começou a cantar na rua, onde foi descoberta pelo dono do cabaré Gerny's, Louis Leplée, que batizou a Edith Giovanna Gassion como a "môme" (moça) "Piaf'" - que ao pé da letra significa pardal - e lhe deu a oportunidade de atuar em seu estabelecimento.

A carreira musical do ícone da música francesa seguiu nos cabarés e salões parisienses, onde recebeu grande reconhecimento e chegou a atuar em salas emblemáticas como Pleyel e Olympia mas, no entanto, por trás de seu sucesso musical se escondiam as dificuldades, como a morte de sua única filha, Marcelle, que teve aos 18 anos, vítima de uma meningite aos dois anos.

Piaf cantava sua vida essas experiências fizeram com que ela optasse por por canções sobre o amor, algumas inesquecíveis como "La vie en rose".

O sucesso profissional foi acompanhado por uma vida tumultuada e intensa, com mudanças constantes, dois maridos e vários amantes, embora seu grande amor tenha sido o boxeador francês Marcel Cerda, por quem se apaixonou em Nova York e que poucos anos depois morreria em um acidente de avião.

Sua morte marcou a cantora francesa, que se deixou levar pela fatalidade abusando do álcool e da morfina mas, apesar da decadência física, a artista francesa teve forças para dar diversos concertos na sala Olympia, na qual havia se apresentado no início da carreira.

Em entrevista divulgada algum tempo antes de morrer, Piaf revelou um desejo - "não gostaria morrer velha" - que se tornou um presságio, já que pouco depois morreria aos 47 anos, acompanhada de seu segundo marido, Theo Sarapo, no sul da França.

A morte não encerrou o mito, já que os discos de Piaf à venda e em seu túmulo, situado no cemitério parisiense de Père Lachaise, há flores todos os dias que lembram a interprete de "Je ne regrette rien".

A influência de Edith Piaf na música francesa não se explica só com sua discografia porque a diva impulsionou também as carreiras artísticas de outros intérpretes, como Charles Aznavour e Georges Moustaki.

A vida de Piaf foi transformada no filme "Piaf - Um Hino ao Amor", ganhador de cinco prêmios César e do Oscar de melhor atriz para Marion Cotillard.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Marseille e Avignon revisitadas


O moderno prédio do Mucem, no porto de Marselha
Foto: Claude Paris / AP
O moderno prédio do Mucem, no porto de Marselha. Foto de Claude Paris / AP
A Editora assistente do Boa Viagem do jornal O Globo, Cristina Massari, publicou nesta última segunda, (7), uma excelente reportagem sobre a revitalização de Marseille e de Avignon, que reproduzo e recomendo a leitura, segue a peça:

Provence reeditada:
Marselha e Avignon renovam atrações


Região portuária revitalizada e espetáculo de luz e som
3D são novidades nessas cidades do sul da França


RIO - Há quem culpe Peter Mayle por ter popularizado a Provence, após o lançamento de seu “Um ano na Provence”, em 1989 (no Brasil, em 1990 pela Rocco). Hoje o best seller volta às livrarias reeditado pela Sextante, e a região famosa pelas cores da alfazema, do vinhos tinto ou rosé, aromas de lavanda e a gastronomia que preza os ingredientes locais e pescados do Mediterrâneo, também volta à cena. Além dos prazeres do campo, Marselha — capital da região — e Avignon — a cidade dos papas — acenam com novidades urbanas. Semana passada uma comitiva de representantes do setor de turismo da região esteve no Rio e em São Paulo, para promover o destino.

O título de capital europeia da cultura, a recomendação feita pelo “The New York Times” como um dos destinos a serem visitados em 2013, e a renovação da área portuária deram um novo ânimo a Marselha, que tem o primeiro porto da França, onde desembarcam mais de um milhão de passageiros de navios de cruzeiro. Embora também seja porta de entrada para o tráfico de drogas, responsável pela pela fama da violência que a cidade luta em se livrar.

Aos turistas que desembarcam por lá, seja de navio, carro ou de TGV, o porto está tinindo de novo. O novo Museu das Civilizações da Europa e do Mediterrâneo (Mucem) é uma das âncoras da área, com três restaurantes (um ‘bistrô chic’, uma brasserie e um café) comandados pelo chef estrelado Gerald Passedat (3 estrelas Michelin no Le Petit Nice, desde 2008, também em Marselha). O renovado Vieux Port tem ainda o centro cultural Villa Méditerranée, inaugurado em abril e, a partir do ano que vem, ganha a área Les Terrasses du Port, com 160 lojas e restaurantes com vista panorâmica. No Hôtel Dieu Intercontinental, aberto em abril (diárias a € 215) numa propriedade restaurada do século XVIII, fazem as honras um spa Clarins e um restaurante gastronômico — o L’Alcyone — com vista para o porto e a Basílica de Notre-Dame de la Guarde.

Em Avignon, o famoso palácio que abrigou os papas Bento XII e Clemente VI, entre outros, durante o século XIV, ganhou este ano um novo espetáculo de som e luz em 3D, “Le luminessences d’Avignon” criado por Bruno Seillier, que apresentou a temporada de “La nuit aux Invalides”, em Paris. A apresentação de Avignon narra a história do palácio. Coladinho a ele está o hotel La Mirande, incluído por Patricia Schultz no ‘guia de cabeceira’ “1.000 lugares para conhecer antes de morrer”. Antiga residência de cardeais, fica tão próximo ao palácio dos papas que chega a ter uma sala onde se descobriu uma passagem secreta que levava à construção vizinha. O hotel (diárias a € 350), que pertence a uma família alemã, foi decorado como um museu. Em toda a propriedade há obras de arte do acervo da família. As salas comuns são dedicadas a períodos relevantes na História e da arte europeias: tem a sala do Renascimento, a do século XVII, com tapeçarias orientais. O restaurante gastronômicos do hotel é comandado pelo premiado chef Jean-Claude Aubertin. As aulas de culinária começam pela manhã com a visita ao mercado na companhia do chef. Na cave, acontecem as degustações de queijos harmonizadas com os vinhos de Châteneuf-du-Pape e que trazem o sabor dos distintos terroirs da Provence produzidos por vinícolas que podem ser visitadas, como a Ogier. Hoje longe das cozinhas de hotéis, mas com passagem pelo La Mirande, onde conquistou uma estrela Michelin, o simpático chef Daniel Hébet, se lançou em voo solo desde 2003, no Le Jardin du Quai, em L’isle-sur-la-Sorgue, a cerca de 30km de Avignon.