domingo, 4 de janeiro de 2015

Ducasse comanda evento de gastronomia nos cinco continentes

Alain Ducasse: “Há muitos chefs que existiram por um, dois, três anos e, depois, desapareceram” Foto: Pierre Monetta
Alain Ducasse: “Há muitos chefs que existiram por um, dois,
três anos e, depois, desapareceram” - Foto: Pierre Monetta

O jornalista correspondente Fernando Eichenberg, de O Globo, publicou ontem (3) uma boa matéria no Caderno Ela online sobre um evento mundial de gastronomia, comandado por Alain Ducasse onde mais de mais de mil chefs de diversas nacionalidades celebrarão a cozinha francesa em março nos cinco continentes. Abaixo reproduzo e recomendo a leitura, segue o texto:

"PARIS - Em um pequeno espaço reservado na agitada cozinha de seu restaurante no hotel Plaza Athénée, na capital francesa, o chef Alain Ducasse, 58 anos, instalou uma mesa redonda de madeira para promover reuniões de trabalho e degustações. O mini bunker, que pode ser isolado por uma porta de vidro, é um dos tantos a sua disposição em diferentes endereços do planeta. À frente de quase três dezenas de restaurantes dispersos pelo mundo — além da França, Estados Unidos, Japão, Rússia, Catar, Itália, Principado de Mônaco, Hong Kong e Inglaterra —, o cozinheiro de 18 estrelas no guia Michelin (só superado por Joël Robuchon, com 21) acomoda-se em uma das cadeiras para explicar sua mais nova aventura, na qual está associado ao Ministério das Relações Exteriores da França.


UMA NOITE PARA A COZINHA FRANCESA

Na noite de 19 de março, mais de mil chefs de países dos cinco continentes — o Brasil incluído — celebrarão em seus restaurantes a gastronomia francesa. A ideia é que cada um deles crie um menu inspirado na estrutura e nos ingredientes da cozinha da França: começar o jantar com um champanhe, respeitar a hierarquia de entradas frias e quentes e a harmonia de pratos com vinhos franceses, usar produtos locais, da estação, mas também os de origem francesa, como queijos, e fazer uma sobremesa com chocolate.

— A cozinha francesa não tem influência em termos de gosto, mas de savoir-faire, de conhecimento, de rigor, de disciplina. Há um método. Escrevemos livros de cozinha há séculos. Temos um DNA, um disco rígido mais espesso. Há uma técnica francesa, mesmo que seja ao gosto brasileiro, marroquino, chinês. De uma maneira arrogante, penso que apenas nós poderíamos organizar algo assim — defende.

O projeto, batizado de “Goût de France/Good France” — um jogo de palavras entre o francês e o inglês —, foi buscar seu aroma nos “Jantares de Epicuro”, do chef Auguste Escoffier (1846-1935), lançados com a proposta de um único menu no mesmo dia em diversas cidades do globo para divulgar a gastronomia francesa, hoje considerada patrimônio mundial pela Unesco. O primeiro deles, em 1912, reuniu cerca de 4 mil pessoas, e o último, em 1914, em torno de dez mil comensais em 147 cidades.

Ducasse reconhece tratar-se de um empreendimento ambicioso e diz estar preparado para eventuais críticas, mas alega que suas intenções são as mais nobres e sinceras.

— Tenho bons colegas por todo o lado e pensei que poderíamos ter um dia para mostrarmos a capacidade da cozinha francesa, agrupando o conjunto da profissão de maneira fraterna e promovendo uma festa da gastronomia no mundo, de bistrôs modestos aos restaurantes de maior requinte gastronômico — diz.

Além de restaurantes, as representações diplomáticas francesas no exterior também participarão do evento e, em Paris, será organizada uma ceia para personalidades e embaixadores estrangeiros. Os restaurantes participantes serão anunciados no dia 15, após avaliação de um júri internacional composto por mais de 20 nomes, entre eles Guy Savoy, Thierry Marx, Anne-Sophie Pic, Joël Robuchon, Michel Roth, Claude Troisgros, Laurent Suaudeau, Joan Roca, Elena Arzak, Dan Barber, Thomas Keller, Massimo Bottura ou Luke Dale-Robert. O preço do jantar será decidido por cada estabelecimento, mas a doação de 5% da arrecadação a uma ONG local com trabalhos nas áreas de saúde ou meio ambiente é obrigatória.

Do Brasil, Ducasse destaca seu amigo Alex Atala e a chef Helena Rizzo (“muito boa, elegante, faz uma ótima proposta de cozinha”).

— Há uma ligação muito simpática e amistosa entre franceses e brasileiros. Atala fez estágios na França há 15 anos. Há uma relação entre o que ele viu aqui e o que fez depois com produtos brasileiros. Sobre uma base conhecida, um exercício codificado, ele criou sua própria cozinha — explica.

O chef conta que quase acertou a instalação de um restaurante Ducasse em São Paulo, mas decidiu esperar.

— As negociações estavam adiantadas, mas na última hora, eu não senti aquele algo a mais. Não estou com pressa. Eu me apresso lentamente.

NADA DE CARNE NO PLAZA ATHÉNÉE

Em setembro último, Alain Ducasse surpreendeu na reabertura de seu restaurante no hotel Plaza Athénée, ao retirar a carne do cardápio, sustentando suas criações na tríade peixes-legumes-cereais.

— Os peixes são de pesca sustentável; os legumes são cultivados no Jardim da Rainha do Palácio de Versalhes, e os cereais são orgânicos. É uma cozinha modesta, justa, tranquila, oposta ao efeito “uau”, dentro da minha pesquisa contrária ao espetacular. É um choque cultural. Não ter carne, foie gras, lebre, cervo, vitela, carne? Pode-se, sim, fazer deste jeito — defende Ducasse.

Para ele, a extrema sofisticação na cozinha se dá quando tudo é reduzido ao essencial. Para isso, é necessário muito esforço e sabedoria.

— Comer assim é trabalhoso. Para fazer de um produto, de uma sardinha, a estrela, há muito trabalho por trás, mais do que o custo da sardinha. O prato é simples na sua aparência, mas não é simplista. Esta é a sofisticação, o luxo máximo de comer — filosofa Ducasse, que gosta do interesse pela cozinha no mundo, mas alerta que os grandes chefs são apenas a “parte visível do iceberg”.

— Há sempre o efeito novidade, e falar da gastronomia é benéfico. A dificuldade das estrelas é durar. Há muitos chefs que existiram por um, dois, três anos e, depois, desapareceram. Uma outra coisa é perdurar na diversidade e na consistência — conclui, como se desse um recado.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Segredos da boa mesa em Paris e passeios gastronômicos em Chantilly

Uiara Araújo passei no mercado em Chantilly, nos arredores de Paris Foto: Arquivo pessoal
Uiara Araújo passei no mercado em Chantilly, nos arredores de Paris - Arquivo pessoal

O jornalista correspondente Fernando Eichenberg, de O Globo, publicou na quarta-feira (31) uma boa matéria sobre Uiara Araújo, uma brasileira radicada na França que tem canal de vídeos com dicas gastronômicas. Abaixo reproduzo e recomendo a leitura, segue o texto:

"PARIS - Certa vez, aos 4 anos, a pequenina Uiara se viu sozinha em casa com seu pai, que não tinha muita intimidade com as panelas.

— Naquele dia, ensinei meu pai a fazer uma sopa de ervilhas com macarrão gravatinha, que minha mãe cozinhava para mim — relembra a paulista de 32 anos.

A precoce experiência culinária lhe deixou marcas. De Ilha Solteira, onde nasceu, Uiara Araújo ganhou o mundo. Depois de temporadas passadas em Londres e Paris e de um retorno à capital de São Paulo, hoje reside na cidade francesa de Chantilly, ao norte de Paris, dedicando-se ao que mais lhe deixa feliz: comer, cozinhar, viajar, ouvir e contar histórias e fazer vídeos.

Em 2011, criou o site “Le plat du jour” (platdujour.com.br), com a proposta de apresentar a cultura, a história e as paisagens francesas por meio da gastronomia do país.

Seus vídeos produzidos numa mescla de passeios e receitas — e de bônus um dicionário gastronômico — são veiculados semanalmente também em seu canal no Youtube. Hoje Uiara integra a rede internacional Tastemade. E dá aqui três dicas suas, duas em Paris e uma em Chantilly, para o “Boa Viagem”.

A primeira dica, em Paris, é o Marché des Enfants Rouges:
— Uma das coisas que eu mais gosto em Paris é andar pelas ruas e, do nada, entrar em uma portinha e descobrir um universo escondido atrás dela. Esta é a sensação quando se visita o Marché des Enfants Rouges (39 Rue de Bretagne, 75003), no Marais , um dos mais antigos de Paris, do início de 1600. Uma entrada discreta encobre um mercado de frutas, flores e legumes e, o mais legal, estandes de comidinhas do mundo todo. Há sanduíches turcos, couscous marroquino, salgados italianos... O difícil é decidir o que comer. Se tiver sorte, você pode encontrar uma mesinha vazia e jogar conversa fora ali mesmo, enquanto faz uma boquinha. Ou então, levar o lanche para viagem e comer em alguma praça perto.

A segunda dica de Uiara em Paris é a loja E. Dehillerin:
— Esta loja é um parque de diversões pra quem gosta de cozinhar. Localizada no coração de Paris (18-20 Rue Coquillière, 75001), é especializada em material culinário desde 1820. Um passeio por lá é uma viagem ao tempo, porque a loja parece um armarinho antigo, meio bagunçado, com utensílios espalhados em prateleiras, nas paredes e até pendurados no teto. Dá para encontrar desde panelas de cobre lindíssimas a facas, moinhos de pimenta, colheres, formas, espátulas...

EM CHANTILLY, CASTELO, ESTRELAS E QUATRO ESTAÇÕES

Localizada a apenas 25 minutos de trem de Paris, Chantilly foi a “cidadezinha bucólica do interior francês com 12 mil habitantes” onde Uiara Araújo resolveu morar. Conhecida por seu lindo castelo, a cidade é cheia de charme e vale uma visita para quem quiser fugir um pouco da agitação da capital.

— O castelo tem um parque incrível e é considerado o segundo maior museu de quadros autênticos depois do Louvre. Um dos mais famosos é “As três graças”, de Rafael. Foi ali também que, diz a lenda, o chef François Vatel inventou o creme chantilly, em 1671. Para uma refeição com mais glamour, uma dica é o restaurante La Table du Connétable, no Relais & Châteaux Auberge du Jeu de Paume, com duas estrelas no Guia Michelin. Seu bar de inverno é uma boa opção para um café ou drinque no fim de tarde. A cidade fica praticamente dentro de uma floresta, onde adoro caminhar ou andar de bicicleta. É lindo ver a influência das estações e as cores que mudam em cada época — diz Uiara."

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Generator Hostels abrirá no Canal Saint-Martin, em Paris



Com unidades em Londres, Berlin, Hamburg, Kopenhagen, Dublin, Barcelona e Veneza, a rede Generator Hostels está pronta para abrir seu próximo alberque em Paris. O empreendimento, que deve ser inaugurado em fevereiro de 2015, fica localizado no Canal Saint-Martin, em frente ao prédio do Partido Comunista Francês, projetado por Oscar Niemeyer.

O hostel terá 916 camas, quartos com varanda e banheiro privativos, bar, restaurante com jardim, área de descanso e um terraço com vista para Montmartre. Segundo os criadores, o alberque é dirigido para turistas de negócios, jet-setters e flashpackers.

Suas tarifas começam em € 25 e mais informações podem ser obtidas no site generatorhostels.com



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Tempus Fugit - 5 anos em Paris



Começamos em latim para homenagear a língua mãe (ou mater, no caso) do português e do francês - tempus fugit significa “o tempo foge”, com uma aceitação maior para “o tempo voa”, e usei essa expressão porque traduz com perfeição a minha sensação sobre este meus primeiros cinco anos fora do Brasil, completados exatamente hoje pela manhã, enquanto vocês estão lendo a coluna.

Olho para trás e, não sei bem por quê, me sinto mais que acostumado em trabalhar sozinho em minha mesa, apesar de sentir uma falta inacreditável dos meus queridos e fiéis companheiros de trabalho me mandando fazer menos bagunça ou falar mais baixo – hoje, faço-a o quanto quiser e nem o Harry ou a Spivi, meus cães, reclamam. Aliás, nem me olham...

Penso mais um pouco nesses cinco anos e vejo que consegui fazer uma porção de coisas diferentes, em algumas consegui ter sucesso, em outras não. Em algumas fui reconhecido, em outras não.

A lição que aprendi - aliás, ainda estou aprendendo - é que é preciso ter paciência, foco e persistência.

Muito obrigado por me acompanharem nesta estrada. Que venham os próximos cinco anos.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Bonne Année! Feliz Ano Novo!



Vou dividir com vocês um pensamento para fazermos de 2015 um ano ainda melhor do que 2014:

"Sou um só, mas ainda assim sou um.
Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa.
E por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso.”
– Edward Everett Hale, 1823-1909

Feliz 2015 e muito obrigado por todo seu apoio em 2014.


Um abraço e um beijo com carinho do Pedro Nonato e da Rive Gauche Paris.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Museu das Confluências é inaugurado em Lyon



Joseph Giovannini, do The New York Times nos conta sobre a inauguração do Museu das Confluências - que se chama assim por se encontrar no encontro das águas dos rios que fica entre os rios Rhône e Saône, em Lyon, na segunda maior zona metropolitana da França e que conta com um acervo bem variado, arquitetura ousada, exposições de antropologia e ciências naturais.

A França brinca com a arquitetura da mesma maneira como a Inglaterra joga rúgbi: com a mesma intensidade de um esporte de contato. Quando um grande museu abre em alguma cidade, o evento se torna um acontecimento de grande repercussão. As pessoas opinam e tomam partido. Talvez seja um eco cultural dos tempos de Louis XIV e da glória de Versailles: neste país de monumentos duradouros, a arquitetura realmente importa.

No outono europeu, a temporada cultural francesa foi aberta com a inauguração da Fundação Louis Vuitton, em Paris, um ambiente que agrega arte contemporânea, projetado por Frank Gehry. No outro extremo do espectro cultural, a segunda maior região metropolitana da França, Lyon — indiscutivelmente, a rival histórica de Paris, ou o equivalente a Chicago de Nova York — acaba de inaugurar o igualmente grande Museu das Confluências.

É uma instituição interdisciplinar, que interpreta a antropologia, a etnologia e as ciências naturais, por meio de exposições narrativas que mostram as muitas histórias da humanidade, representando as origens do universo em várias sociedades. Mas a sua arquitetura também ajuda a alavancar a política francesa de longa data de aumentar o acesso do público à cultura.

Predecessor do Museu das Confluências, o Museu de História Natural Guimet funcionava em um prédio de arquitetura neoclássica e foi perdendo, ao longo dos anos, a sua importância. Seus administradores tinham como objetivo abrir psicologicamente e arquitetonicamente um espaço que pudesse abrigar um público mais amplo. O Museu das Confluências trocou o paradigma tradicional de "casa do tesouro" pelo de um ambiente mais extrovertido, alojado em uma estrutura "porosa".

Desenhado pelo empresa austríaca Coop Himmelblau, o edifício de 180 milhões de euros fica na ponta de uma península em um dos locais mais espetaculares da França: a confluência dos majestosos rios Rhône e Saône. A entrada é envolta por paredes de aço e vidro, com formato que lembra uma nuvem ou uma nave espacial. Há dois andares repletos de galerias com paredes negras, dois auditórios, salas de conferências e áreas de serviço.

O projeto da Coop Himmelblau é tanto um plano urbanístico para a península, quanto um marco escultural. A ideia dos arquitetos é convidar o público a caminhadas em frente ao rio e ao parque, que também está sendo projetado pela empresa, com previsão de finalização durante a primavera na Europa. O prédio, o museu, o parque e a península funcionam juntos, atraindo pedestres e ciclistas "para um ímã, um ponto de confluência", conforme explica Wolf D. Prix, principal designer:

— As pessoas podem andar livremente sob o edifício, parar para um café no restaurante ou comprar um livro na loja.

Financiado principalmente pelo governo local, o museu é um catalisador de novos escritórios, prédios de apartamentos e edifícios governamentais.

— Essa zona era negligenciada. Um bairro decadente, ocupado por galpões industriais e áreas de prostituição. — lembra Michel Côté, diretor da empresa em 2001, quando houve uma competição para escolher o desenho do prédio, e atual diretor dos Museus da Civilização, em Quebec.

Em um dos níveis, uma passarela de pedestres leva os visitantes a uma imensa galeria com exposições temporárias e permanentes, que incluem um esqueleto gigantesco de dinossauro. A variedade é grande. Também há mamíferos empalhados, estátuas africanas e esculturas egípcias. As duas "avenidas" dentro do museu oferecem vista panorâmica para a confluência dos rios vizinhos.

Quando pronto, o parque não ficará em um terreno com jardim convencional, pontilhado por bancos. O plano é de uma área ao ar livre, projetada para incentivar atividades diversas, onde artistas e músicos poderão encontrar suas plateias. Um anfiteatro informal está sendo construído e barcos já descansam ao lado do museu.





Vidro e aço no interior do Museu das Confluências, localizado numa península onde os rios Rhône e Saône se encontram Foto: ROBERT PRATTA / REUTERS

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

100 coisas para se fazer em Paris


Há muito tempo atrás Rive Gauche trouxe uma lista com as 100 coisas que você precisaria fazer para poder se considerar um “parisiense de adoção” ou mesmo ainda fazer ao longo de suas viagens para a capital da França.

Uma “to do list” que vai muito além da inescapável subida à Tour Eiffel ou a um passeio pelas ruas da Île de Saint Louis saboreando um cone do cornet Bertillon.

Aliás passa muito longe dos clássicos como passar um domingo no Marché aux Puces, subir para Sacre Cœur pelo funiculaire, andar na Grande Roue de Paris, descer a Tour Eiffel pelas escadas, pegar um Bateaux-Mouches, fazer seu portrait por um caricaturista da Place du Tertre em Montmartre, andar no andar de cima daqueles ônibus de turistas ou mesmo ficar dando voltas e mais voltas para estacionar o carro.

Vamos à lista, revisitada:

1. Jantar no Tokyo Eat (16ème) sem entrar pela porta do Palais de Tokyo

2. Tomar café da manhã no terraço do Café Marly (1er), um dos muitos “Costes”

3. Sentar à mesa no l’Astrance (16ème)

4. Fazer uma festa de despedida no Train Bleu, na Gare de Lyon (12ème), sem viajar para lugar algum

5. Jantar em uma das mesas do lado de fora da Lipp (6ème), de preferência ao lado de uma celebridade

6. Tomar uma sopa de cebola em Les Halles (1er)

7. Tomar um sorvete de casquinha comprado na matriz da Maison Bertillon (4ème)

8. Se deleitar com um Paris-Brest de Philippe Conticini, da Pâtisserie des Rêves na Rue du Bac (7ème)

9. Ter prazer em encher seu carinho de compras na la Grande Épicerie du Bon Marché (7ème)

10. Ter sido seduzido pelo macaron de caramel au beurre salé do Ladurée (8ème)

11. Tomar um chá de menta na Mesquita de Paris (5ème)

12. Almoçar uma verdadeira refeição tamoul no Pooja (10ème)

13. Comer uma costela – para dois – às seis da manhã no Denise, na La Tour de Montlhéry (1er)

14. Acreditar que está em Nova York ao desfrutar um club sandwich no Harry's Bar (2ème)

15. Encomendar uma tábua de queijos na Marie-Anne Cantin (7ème)

16. Gastar uma manhã inteira em um domingo no marché bio do Boulevard Raspail (7ème)

17. Almoçar um bento no Kunitoraya 2 (1er)

18. Brindar com vinho da Fête des Vendanges de Montmartre, no início de outubro (18ème)

19. Comer falafel no l'As du Fallafel, na Rue des Rosiers (4ème) em um domingo

20. Gastar 80 € por um frango assado – para dois – com fritas no l’Ami Louis (3ème)

21. Saber onde comprar flores e comer ostras no Marché de Rungis (Val-de-Marne)

22. Comprar seu chá favorito numa das várias lojas dos Mariage Frères

23. Fazer um piquenique na Pont des Arts (passarela sobre o Sena, ligando o Institut de France e o Louvre)

24. Acreditar que está em Beyrouth ao comer um sanduíche libanês na Avenue George V (8ème)

25. Comer no New Nioullaville (11ème) para comemorar o Ano Novo Chinês

26. Tomar um café no Flore (6ème)

27. Saborear um "plateau" de ostras BB no La Coupole (14ème), sentado como um habitué nos bancos vermelhos (mas não nos da varanda, é claro)

28. Ser capaz de jurar que a cabeça do novilho é do Apicius (8ème)

29. Beijar seu amor no Quai ou no Port de la Tournelle, na margem do Sena, é claro

30. Pedir um cocktail da mesma cor dos olhos de sua companhia no bar Hemingway do Hotel Ritz (1er)

31. Passar a noite no Hotel Chopin na Passage Jouffroy (9ème) para namorar

32. Conseguir gravar o seu nome e o nome do seu amor na parede das catacumbas (14ème)

33. Jogar cartas e tomar champagne no convés de um Bateau-Mouche para apreciar as luzes da cidade

34. Combinar um encontro, ao menos uma vez, à de Notre-Dame, na fontaine Saint-Michel ou nos degraus das escadarias da Opéra Garnier

35. Beber algo no Bourbon, atrás da Assemblée Nationale (7ème), ao por do sol

36. Passear no Père Lachaise (20ème) e visitar os túmulos de Jim Morrison e de Oscar Wilde

37. Descer aos Esgotos de Paris (7ème) e sentir seu odor

38. Correr nas Tuileries (1er) ao amanhecer

39. Dar voltas em torno da Place des Vosges, tentando descobrir onde fica o apartamento de Jack Lang, de Maître Binoche e o de DSK

40. Ir até o parque de Bartabas em Aubervilliers

41. Fazer parte de um dos passeios em patins por Paris

42. Vagar pela cidade durante a Nuit Blanche

43. Comprar um passe de Vélib

44. Pegar as escadas rolantes do Beaubourg (4ème)

45. Admirar as vitrines de Natal dos grands magasins

46. Ter procurado o Café des Deux Moulins, na Rue Lepic (18ème), pensando na Amelie Poulain

47. Se perder na estação de Chatelet-Les Halles (1er)

48. Andar pela Rue St. Honoré (1er) e ver suas vitrines sem gastar um centavo

49. Ser confundida com Shirley MacLaine em Irma la Douce (de Billy Wilder) ao passar pela Rue Casanova (1er)

50. Perder a baldeação na estação Michel-Ange-Molitor e ter que fazer meia volta por nada pela linha 10 do Metrô

51. Assistir ao desfile em 14 de julho nos Champs-Elysees (8ème)

52. Brincar com um barco de controle remoto nos lagos dos Jardins du Luxembourg (6ème) ou des Tuileries (1er)

53. Ver os velhos crocodilos no Palais de la Porte Dorée (12ème)

54. Conseguir acabar de ler um livro em uma das cadeiras verdes (se disponível) no Jardin du Luxembourg (6ème)

55. Conseguir uma entrada para uma soirée de Almodóvar ou de Lynch no Champollion (5ème) ou para uma jornada de Star Wars no Grand Rex (2ème)

56. Insultar todos os táxis que passam ocupados

57. Ir um uma caserna dos bombeiros para dançar em um Bal de Pompiers, na noite de 14 de julho

58. Esperar a Tour Eiffel no restaurante do Théâtre de Chaillot (16ème), durante o intervalo

59. Tomar uma bebida no Canal Saint-Martin (10ème), entre duas partidas pétanque

60. Dançar ao som de DJ no Batofar, Quai François Mauriac / Port de la Gare (13ème)

61. Dançar nos clássicos salões do Maxim's (8ème) nas sextas-feiras das soirées Belle Époque

62. Apostar em uma corrida de trote no Hippodrome Paris-Vincennes (12ème), em uma noite de inverno

63. Ser barrado no Chez Castel (6ème)

64. Caminhar para casa, de manhã cedo, por falta de ônibus e metrô

65. Esperar o nascer do sol nos degraus das escadarias de Sacré-Cœur (18ème)

66. Frequentar um curso no Collège de France (5ème)

67. Ir numa vernissage da Galerie Kamel Mennour (6ème) para encontrar o artista em pessoa, como Claude Lévêque ou mesmo Daniel Buren

68. Assistir à uma ópera na Opéra Bastille (12ème)

69. Ir ao Louvre (1er), mesmo que seja apenas para sorrir para a Mona Lisa e permanecer na sala dos Rubens

70. Ver Podalydès atuar no Comédie-Française (1er)

71. Passear pelas prateleiras das livrarias La Hune (6éme) ou L'Ecume des Pages (6ème)

72. Ir no Orsay para admirar “Nuit Étoilée” de Van Gogh (7ème)

73. Entrar no atelier de Delacroix na Place de Furstenberg (6ème)

74. Tentar entrar no Château des Brouillards em Montmartre (18ème)

75. Conhecer a Porte de l'Enfer nos jardins do Musée Rodin (7ème)

76. Ter compreendido a Batalha de Austerlitz nos Invalides (7ème)

77. Entrar no metrô pela saída Guimard na Porte Dauphine (16ème) ou pela Othoniel na Place du Palais-Royal (1er)

78. Ter andado entre girafas e elefantes na Galerie de l'Évolution do Musée d'Histoire Naturelle (5ème)

79. Assistir a uma comédia musical no Théâtre du Châtelet (1er)

80. Ter visto no Théâtre des Champs Elysées (8ème) Filarmônica de Viena ou de Berlim

81. Entrar cofres do Banque de France, durante as Jornadas do Patrimônio

82. Levar seus filhos no mais antigo teatro de marionetes de Paris, no rond-point do Champs-Élysées (8ème)

83. Se permitir um domingo de compras na Rue des Francs-Bourgeois (4ème)

84. Comprar um disco de vinil na Crocodisc (5ème)

85. Entrar no Herboristerie do Palais-Royal (Ier) e fazer muitas perguntas

86. Receber o seu chefe numa camisa Charvet (Ier), uma referência da camisaria sob-medida

87. Sair da Colette (1er) com um montão de coisas desnecessárias

88. Querer comprar um filhote de cachorro na animalerie do Quai de la Mégisserie (1er)

89. Assistir a uma missa ortodoxa na Rue Daru (8ème)

90. Dar lances (mas não muitos) na Casa de Leilões Drouot (9ème)

91. Ter tempo para si mesmo no spa do Le Meurice (1er) ou do Plaza Athénée (8ème)

92. Pagar 90 centavos de Euro por um “œuf mayo” no Voltaire (7ème)

93. Ter andado na calçada do Palais de l'Élysée (8ème) e ter sido advertido pela Gendarmerie

94. Encontrar ao menos um motorista de táxi amigável

95. Tomar uma bebida no segundo andar do Café Germain e ver o busto amarelo de Sophie, do escultor Xavier Veilhan

96. Assistir ao ballet da Ópera de Paris e feito sua reverência em arco

97. Confundir as colunas Buren por estátuas, no Palais Royal

98. Experimentar o cabelo subir na cabeça, na sala de eletrostática doPalais de la Découverte (8ème)

99. Escolher e experimentar guitarras nas lojas da Rue de Douai (9ème)

100. Passar ao menos um mês de agosto em Paris