
De volta para o Brasil no ano seguinte, fui aprender a jogar no LOB, uma escola de tênis e aluguel de quadras no alto de um morrote em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio e de propriedade do Mauro Joppert, um cara excepcional, alto e de olhos claros, hoje com mais de 90 anos.
Depois de três meses os professores me aconselharam a tentar futebol, bola de gude, tiro ao alvo ou qualquer outro esporte a não ser o tênis porque, segundo eles, meu talento e jeito para a coisa era nulo.
Mas voltando ao Torneio de Roland Garros – que em conjunto com o Open da Austrália, o Torneio de Wimbledon e o US Open, compõe os quatro torneios do Grand Slam de tênis – e é disputado em quadra de saibro, em melhor de 5 sets para os homens e 3 sets para as mulheres e, como a quadra é “lenta” e ainda com a ausência do tie-break no último set , normalmente as partidas têm duração longa e escores elevados.
E afinal, quem foi esse grande tenista francês, Roland Garros?
Na verdade ele não foi um grande tenista e sim, um pioneiro da aviação francesa, tendo iniciado a sua carreira em um Demoiselle – este mesmo, do Santos Dumont, passando depois para outros tipos de aeronaves, tendo disputados uma série de corridas aéreas na Europa e até no Brasil, em São Paulo e Rio de Janeiro.
Com a Primeira Guerra Mundial, entre 1914-1918, Garros tornou-se um piloto de guerra e obteve cinco vitórias, sendo por isso considerado um ás até sua morte durante em um combate aéreo em 5 de outubro de 1918, sobre as Ardenas, perto de Vouziers, onde ele foi sepultado.
Como era membro membro do Stade Français, teve a honra póstuma de dar seu nome ao estádio parisiense nos anos 1920 e ao torneio de tênis.
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