quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Musée d'Histoire Naturelle

Fundado 1793, após a Revolução Francesa, Musée d'Histoire Naturelle tem sua origem no Jardin des Plantes Medicinales, criado por Louis XIII em 1635, que foi dirigido e executado pelos médicos reais.

Durante grande parte do Século XVIII (1739-1788), o jardim permaneceu sob a direção do Conde de Buffon, um dos principais naturalistas do Iluminismo, que o aportou fama internacional e prestígio, sempre perseguindo os objetivos de instrução do público em geral, o aumento de suas coleções e a realização da investigação científica.

Nas últimas décadas, desde o final do Século XX, o museu tem dirigido seus esforços de pesquisa e educação para os efeitos da exploração humana sobre o meio ambiente., que é o tema mais importante da atualidade sob o aspecto de preservação das espécies.

Na administração pública francesa, o Musée d'Histoire Naturelle é classificado como um “grand établissement” de ensino superior. 










 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Onde alugar um apartamento em Paris

Sempre me perguntam três coisas: os lugares da moda, como bares, restaurantes e boates, os bons hotéis e onde alugar apartamentos.

Sobre os primeiros, muito raramente os frequento, prefiro descobrir os “locais”, no sentido de mais escondidos (e não, exclusivos), os mais saborosos, quase nunca por isso, mais caros e falo sobre isso na metade dos posts, a outra metade é sobre monumentos ou curiosidades.

Quanto aos hotéis, confesso, fiz uma lista dos que amigos já foram e me recomendaram e a razão é simples, não fico mais em hotéis, por isso não tenho capacidade de julgamento.

Quanto aos apartamentos, tenho duas opções: a Lodgis, no http://www.lodgis.com
e o Instant Paris, da Karmita Medeiros, no http://instantparis.me/indexB.html

O Lodgis, que foi como aluguei o meu apartamento, é mais um como grande supermercado, que oferece de tudo: venda, aluguel de apartamentos vazios, aluguel de apartamentos mobilados, aluguel de longa duração ou aluguel de curta duração.

Tudo isso nas cidades de Paris, New York, Londres, Montréal e também algumas regiões da França e de Israel e sua pesquisa online é excelente: tem muitos filtros, diversas fotos e as plantas dos imóveis e é realmente útil.

Já o Instant Paris é como se fosse uma delicatessen, com coisas exclusivas e de paladar apurado, para atender aos connaisseurs, oferecendo aos clientes estilo luxo e o máximo conforto em seus imóveis.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Le Palais de l'Élysée

O Palais de l'Elysée é a residência oficial do Presidente da República Francesa, que lá mantém seu gabinete e as reuniões do Conselho de Ministros e é próximo da Avenues des Champs-Élysées, sendo sua entrada no número 55 da Rue du Faubourg Saint-Honoré.

Sua história começa em 1718 quando o Comte d'Évreux comprou grande terreno, à oeste de Paris e a construção e decoração do Hôtel d'Évreux – como ficou conhecido – durou até 1722.

Com a morte do Conde em 1753, foi comprado por Louis XV para ser a residência da sua amante, Madame de Pompadour, até que ela morresse, quando propriedade passaria para a Coroa Francesa.

Em 1773, foi comprado por Nicolas Beaujon, que além de banqueiro era um dos homens mais ricos da época e que, segundo ele mesmo, precisava de uma "casa de campo" adequadamente suntuosa mas sendo depois vendida, em 1787 para Louise-Marie-Thérèse-Bathilde d'Orléans, Duchesse de Bourbon, recebendo então o nome de Élysée.

Infelizmente para a Duquesa, veio logo a seguir a Revolução Francesa, quando teve que fugir do país e abandonar a propriedade, que foi confiscada e, em 1803, vendida para Murat e apenas cinco anos depois, em 1808, para Napoléon Bonaparte, quando passou a ser conhecida como Élysée-Napoléon.

Ao perder a Batalha de Waterloo, Napoléon retornou diretamente ao palácio e lá assinou sua abdicação em 22 de junho de 1815, deixando o Palais no dia 25 e, apesar de ter sido utilizado com fins oficiais pelo governo do Primeiro Império, o Hôtel d'Évreux foi formalmente comprado por Louis XVIII em 1816.

Na Segunda República o palácio recebeu o nome de Élysée National, sendo designado como a residência oficial do Presidente da República até que, em 1853, depois do golpe de estado que alterou o regime para o Segundo Império, Napoléon III se mudou para o Palais des Tuileries (que hoje não existe mais) nas proximidades do Louvre.
O Élysée voltou a ser ocupado sob Terceira República até a Segunda Guerra Mundial e a ocupação Nazista, período no qual ficou fechado e vazio até o Governo Provisório de 1946 e o início da Quarta República, de 1947 até 1954.

Entre 1959 e 1969, o Eliseu foi ocupado por Charles de Gaulle, o primeiro presidente da Quinta República, lhe sucedendo Georges Pompidou, Valéry Giscard d'Estaing, François Mitterrand, Jacques Chirac e Nicolas Sarkozy.

Contudo, Mitterrand raramente usado seus aposentos no palácio, preferindo manter sua privacidade na sua própria casa, na Rive Gauche, hábito que Sarkozy também adotou, ao preferir morar no apartamento de sua esposa, Carla Bruni, no XVIème arrondissement – o que aliás, eu também preferiria e não seria pelo bairro.









 

domingo, 11 de dezembro de 2011

La Grande Roue de Paris

De 18 de novembro de 2011 até 19 de fevereiro de 2012, instalada na Place de La Concorde, este é um passeio imperdível para quem vista a cidade nesta época de festas natalinas.

E falo isso porque fui ontem, ao final do passeio pelo Le Marché de Noël des Champs-Elysées e realmente fiquei impressionado com a beleza da vista no alto de seus 65m de altura, capaz de encantar adultos e, é claro, crianças.

Uma visão única de Paris, dos Champs-Elysées, das Tuileries, do Louvre, da Tour Eiffel, da Sacré Coeur, enfim de seus principais monumentos e, principalmente, das suas luzes de Natal.











sábado, 10 de dezembro de 2011

Le Marché de Noël des Champs-Elysées

Inaugurado em 18 de novembro e com duração até o dia 03 de janeiro, uma feira natalina ocupa parte da Avenue des Champs-Elysees, pelo quarto ano consecutivo, entre o Roind Point e a Place de la Concorde: Le Marché de Noël des Champs-Elysées.

Lá, tanto parisienses, quanto turistas poderão aproveitar as ofertas dos 175 quiosques que lembram em muito a Feira da Providência – quando esta ainda era realizada às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.

Segundo as autoridades responsáveis pelo evento, nada menos que 1,4 milhões de visitantes são esperados durante o período que estará aberta ao público que, em sua grande maioria, vai à procura de produtos das diferentes regiões da França, comidinhas típicas e sabores diferentes.

Este ano a criançada não foi esquecida e há diversas opções para elas: tobogã, pula-pula, um trenó aéreo (suspenso por cabos de aço), um rinque de patinação no gelo, uma tenda com a história da fauna e da flora asiática, com 200 robôs de animais como elefantes, girafas e tartarugas.






sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Les Halles

No coração do 1er arrondissement e bem próximo ao Quartier Montorgueil, esta área é assim chamada por conta do enorme mercado atacadista que lá funcionava, uma espécie de CEASA, que não me matem os puristas de Paris.

Quando o mercado, muito degradado foi demolido em 1971, a intenção era substituí-lo por um moderno centro comercial subterrâneo, que é até hoje conhecido como o Forum des Halles, desde a sua inauguração, em 1979.

O Forum des Halles tem sua área central ao ar livre, abaixo do nível da rua, como um jardim submerso onde há esculturas, fontes e mosaicos, um shopping center completo, dois complexos de cinema e até uma filial do Musée Grévin.

Abaixo disso tudo encontramos a imensa estação Châtelet-Les-Halles, que funciona como uma central de distribuição das linhas do metrô e do RER - o buraco criado para as obras era tão profundo que ficou conhecido como "as entranhas de Paris".

Hoje em dia a área voltou a ser degradada e já há trabalhos de revitalização, com novas estruturas e jardins e vias para que seus muito assaltos e pontos de distribuição de drogas pesadas sejam eliminados – razões pelas quais não se recomenda ir lá desacompanhado ou à noite.






quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

L’avenue Montaigne

No início do Século XVIII, a Avenue Montaigne era chamada de Allée des Veuves porque as mulheres de luto ali se reuniam até que, no século seguinte, a via mudou e ganhor seu merecido destaque, sendo renomeada em homenagem ao escritor francês renascentista, Michel de Montaigne.

Hoje em dia a Avenue Montaigne possui inúmeras lojas, ateliers e empresas especializadas em moda, como Louis Vuitton, Loewe, Dior, Inès de la Fressange, Chanel, Fendi, Céline, Valentino e Ralph Lauren, assim como joalheiros como Bulgari e Harry Winston, o hotel Plaza Athénée, restaurantes como o Alain Ducasse au Plaza e o L’avenue, dos irmãos Costes e o Maison Blanche, no Théâtre des Champs-Élysées, em seu número 15 e diversas famílias tradicionais do Brasil têm apartamentos.

Desde a década de 1980, a Avenue Montaigne passou a ser considerada como a La Grande Dame das ruas francesas de moda e acessórios de moda, desbancando a então toda poderosa Rue du Faubourg Saint Honoré, a ponto de ser seu próprio website: www.avenuemontaigneguide.com

Dois grandes roubos aconteceram na mesma Harry Winston: em 2008 foi roubado cerca de € 80 milhões e em 2007 um assalto rendeu cerca de € 20 milhões.