Aconteceu neste último sábado (3) a 14ª Edição da Nuit Blanche, que teve como tema o clima, contou com mais de 30 artistas internacionais e desde obras monumentais até street art, performances, instalações sonoras e visuais.
Esta edição marcou um encontro com os insones que apreciam arte já à partir das 19h00 de sábado, quando exposições, instalações e performances animaram e aconteceram em diversas regiões da Cidade Luz durante toda a noite e madrugada de domingo - uma espécie de jornada cultural madrugada adentro que foi a origem de muitas manifestações semelhantes em diversas cidades do mundo, como os “viradões culturais” no Rio e em São Paulo.
Como em todas as edições anteriores, os transportes públicos funcionaram durante toda a noite para facilitar a vida dos que visitaram, de forma gratuita um evento cultural ímpar que proporcionou momentos de encontros e de descobertas sob o signo da excelência da diversidade cultural, trazendo uma enorme variedade de artes visuais com vídeos, performances, esculturas e instalações em locais como monumentos, museus, centros culturais, centros de arte, escolas, teatros, praças, jardins. edifícios públicos e centros desportivos e de lazer.
A programação "IN" foi criada e teve sua curadoria feita pela direção criativa do próprio evento enquanto a programação "OFF" foi feita pelas mairies dos arrondissements e pelos museus, galerias e associações de cada região participante, com 4 itinerários diferentes sendo que 3 deles se concentram no norte de Paris:
Percurso Norte-Oeste: começa no Museu Nissim de Camondo (no 8° arrondissement), passa pelo Parc Monceau e pelo Parc Clichy-Batignolles (no 17° arrondissement) e termina na Petite Ceinture (uma antiga linha de trem desativada no 18° arrondissement).
Percurso Norte-Leste: começa na Gare du Nord (10° arrondissement), passa pelo 18° arrondissement, pelo Centquatre (centro de arte contemporânea no 19° arrondissement) e termina em Aubervilliers (cidade próxima a Paris). Pela primeira vez acontecerão atividades fora da cidade.
Tangent: esse percurso conecta os dois anteriores e passa pela Mairie do 18° arrondissement e pelo Ground Control (espécie de bar e local de eventos às margens da linha de trem desativada citada acima).
Hôtel de Ville: dentro dele alguns dos museus tradicionais da cidade estarão abertos gratuitamente até mais tarde ou mesmo durante toda a madrugada. Veja seus destaques abaixo:
Centre Pompidou: acesso gratuito das 20:00 às 02:00.
Musée du Luxemburg: acesso gratuito das 19:30 à meia noite para a exposição Fragonard.
Conciergerie: acesso gratuito das 19:30 à meia noite para a instalação do artista Georges Rousse
Monnaie de Paris: acesso gratuito das 19:00 às 07:00 para a exposição Take Me (I’m Yours)
Veja aqui o vídeo promocional da 14ª Edição da Nuit Blanche:
"Rive Gauche" passa o dia-a-dia de Paris e da França, com estilo leve, distraindo e levando o leitor à um passeio pela Cidade Luz e seus arredores. Nasceu como uma coluna dominical publicada no Jornal do Brasil e depois migrou para dois sites com atualizações semanais, o www.investimentosenoticias.com.br e o www.annaramalho.com.br e, além disso, conta com atualizações neste blog e no Facebook.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Le Marais, un trésor à Paris (com vídeo)
Em 1240 a Ordem dos Templários (que foi fundada em 1129) construiu, na parte norte do Marais – à época fora dos muros de Paris – uma igreja fortificada, transformando essa zona em uma área atraente a ponde de Charles I d’Anjou, Rei de Nápoles e Sicília e irmão do Rei Louis IX da França construiu sua residência perto do atual n° 7 da Rue de Sévigné.
Pouco mais de um século depois, em 1361, o Rei Charles V lá construiu o Hôtel Saint-Pol, que serviu como sede da Corte durante o seu reinado, assim como o de seu filho.
Desde então e especialmente após a criação da Place Royale (atual Place des Vosges) por Henri IV em 1605, o Marais era o local favorito de residência da nobreza francesa.
Na década de 1950, o bairro tornou-se uma área da classe trabalhadora e a maioria de suas obras arquitetônicas estavam em péssimo estado de conservação até que, em 1964, André Malraux, Ministro da Cultura do General de Gaulle fez do Marais o primeiro “Secteur Sauvegarde”, a fim de proteger e conservar lugares de importância cultural especial.
Nas décadas seguintes o governo praticou uma intensa uma política de reabilitação e de restauração dos principais hôtels particuliers que foram transformados em museus: o Hôtel Salé hospeda o Museu Picasso, o Hôtel Carnavalet hospeda o Museu Histórico de Paris, o Hôtel Donon hospeda o Museu Cognac-Jay e até a própria Place de Vosges foi revigorada.
O Beaubourg, que fica na parte oeste do Marais, foi o local escolhido para o Centro Georges Pompidou, que hospeda o Museu de Arte Moderna da França, um dos mais importantes do mundo.
Também é reconhecido como o bairro judeu e, por conta dessa sua herança judaica, lá encontramos vários pequenos restaurantes que oferecem quitutes típicos e, é claro, todos kosher.
Esse movimento começou após a nobreza se mudar para o entorno do Faubourg Saint-Germain (onde hoje encontramos parte do 6ème e do 7ème arrondissements) no Século XVII e o bairro se tornou-se área comercial, popular e muito ativa.
Ao final do Século XIX e durante a primeira metade do Século XX, a região em torno da Rue des Rosiers recebeu muitos judeus da Europa Oriental (Ashkenazi) que infelizmente foram perseguidos durante a ocupação Nazista da França na Segunda Guerra Mundial e hoje em dia esta região está plenamente revitalizada, recebendo muitos turistas e bastante frequentada pela comunidade gay que lá encontra lojas de griffes, brechós transados, pequenos bistrôs, bares da moda e galerias de arte.
Mas uma característica escapa aos olhares da maioria dos brasileiros: o Marais é também conhecido pela forte comunidade chinesa que lá se encontra e cuja ocupação começou durante a Primeira Guerra Mundial.
Naquela época a França precisava de trabalhadores para substituir os seus soldados em guerra e a China decidiu então enviar milhares de chineses sob uma condição: de que eles não participariam da guerra.
Após a vitória de 1918, muitos decidiram ficar em Paris, se estabeleceu no norte do bairro, principalmente no entorno da Place de la République e vivem, basicamente, do comércio de jóias e de artigos de couro.
Para ver mais do Maris, acesse o vídeo "Le Marais, un trésor à Paris" ao clicar no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=nyIuTfK26tY
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Les Marchés Flottants du Sud-Ouest à Paris
Este ano o mercado contou com mais de 40 produtores de vinhos, licores, temperos, confiseries, escargots, queijos, frutas, foie gras, conservas e embutidos e teve mais de 150.000 visitantes que lá estiveram em seus três dias - 18, 19 e 20.
Uma curiosidade: os habitantes do sudoeste da França são considerados como os mais bem humorados de toda a França.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Pershing Hall
Um dos locais que mais gosto em Paris é o elegante e exclusivo Pershing Hall, um hotel situado no meio do poderoso Triangle D’Or, formado pelas avenidas Champs Elysées, Montaigne e George V.
Ocupando um hôtel particulier construído ao final do Século XVIII pelo Conde de Paris no número 49 da Rue Pierre Charron e que com apenas 26 quartos, este edifício é, até hoje, um dos mais belos exemplos da arquitetura daquela época: a fachada, a grande escadaria, o tamanho dos quartos e suas linhas elegantes que quase não sofreram alterações ao longo dos anos, preservam a beleza e harmonia do período imperial.
Por detrás da sua fachada discreta, suas áreas comuns ficam ao entorno de um pátio a céu aberto, coberto por um telhado de vidro que pode ser recolhido, onde um jardim vertical sobe mais de 30 metros acima e que tem mais de 300 espécies de árvores e arbustos vindos das Filipinas, do Himalaia e da Amazônia, tendo sido concebido pelo afamado Patrick Blanc, criador do muro verde do Musée du Quai Branly, também em Paris.
O seu restaurante é um lugar único, onde o ambiente mudar radicalmente entre o dia e a noite e têm ambientes abertos e salas privadas, ideais para almoços ou jantares de negócios.
O menu muda constantemente e oferece o equilíbrio certo entre a tradicional cozinha francesa e a inspiração da cozinha internacional, que seguem as estações do ano, o que se chama aqui de cozinha gourmet sazonal.
O Bar & Lounge abre às 18h00, com happy-hours divertidos até que, ao longo da noite o lugar se transforma em um lugar quente, com um super DJ, que o tornam um dos mais badalados locais na cidade.
Ocupando um hôtel particulier construído ao final do Século XVIII pelo Conde de Paris no número 49 da Rue Pierre Charron e que com apenas 26 quartos, este edifício é, até hoje, um dos mais belos exemplos da arquitetura daquela época: a fachada, a grande escadaria, o tamanho dos quartos e suas linhas elegantes que quase não sofreram alterações ao longo dos anos, preservam a beleza e harmonia do período imperial.
Por detrás da sua fachada discreta, suas áreas comuns ficam ao entorno de um pátio a céu aberto, coberto por um telhado de vidro que pode ser recolhido, onde um jardim vertical sobe mais de 30 metros acima e que tem mais de 300 espécies de árvores e arbustos vindos das Filipinas, do Himalaia e da Amazônia, tendo sido concebido pelo afamado Patrick Blanc, criador do muro verde do Musée du Quai Branly, também em Paris.
O seu restaurante é um lugar único, onde o ambiente mudar radicalmente entre o dia e a noite e têm ambientes abertos e salas privadas, ideais para almoços ou jantares de negócios.
O menu muda constantemente e oferece o equilíbrio certo entre a tradicional cozinha francesa e a inspiração da cozinha internacional, que seguem as estações do ano, o que se chama aqui de cozinha gourmet sazonal.
O Bar & Lounge abre às 18h00, com happy-hours divertidos até que, ao longo da noite o lugar se transforma em um lugar quente, com um super DJ, que o tornam um dos mais badalados locais na cidade.
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
O Canal Saint-Martin revisitado
Após sua inauguração em 1825, o canal conta com nove eclusas (para poderem nivelar seu curso à diferença de 25m entre o Sena e a bacia de la Villette), seis passarelas em ferro fundido e ainda duas pontes móveis e é, desde o início de 1993, classificado como Monumento Histórico Nacional.
Atualmente o Canal Saint-Martin é um encanto permanente seus moradores, parisienses de outros bairros e muitos turistas que vão lá curtir um pouco de suas margens cheias de fícus e castanheiras, convivendo numa alquimia toda especial.
Nas noites de verão suas margens se tornam o paraíso dos adeptos do piquenique: dezenas de toalhas são estendidas sobre os paralelepípedos junto às águas tranquilas e podemos encontrar sempre abertos seus bares, restaurantes e boutiques - como o Hôtel du Nord, imortalizado pelo filme de mesmo nome, rodado por Marcel Carné em 1938, o Chez Prune, a Antoine & Lili, a Pop Market, a Pink Flamingo e o Comptoir Général, apenas para citar alguns.
O cineasta Jean-Pierre Jeunet escolhe o lugar para rodar boa part de seu filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, apostando no clima de cartão-postal que singulariza o bairro, fazendo com que este local da Cidade Luz se tornasse um espaço à parte, magnético e charmosos, onde o sonho está sempre presente.
Para quem está em Paris neste fim de verão europeu, deixar de visitar o Canal Saint-Martin, suas margens e seus arredores é um pecado mortal digno da guilhotina.
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Le Train Bleu – 114 anos de esplendor
Sua história começa com a proximidade da Exposição Universal de 1900, quando a empresa Paris-Lyon-Mediterranean (PLM) que explorava a estação e suas linhas, resolveu abrir o "Buffet de la Gare de Lyon", como era chamado à época.
Desde a sua inauguração em 07 de abril de 1901 por Emile Loubet, então Presidente da França, sua clientela incluiu famosos como Coco Chanel, Brigitte Bardot, Jean Cocteau, Salvador Dali e Jean Gabin e foi imortalizado no longa-metragem "Nikita", de Luc Besson e sua popularidade continua em alta: cerca de 500 clientes são servidos todos os dias.
Em suas paredes e tetos estão representadas as paisagens percorridas pelos trens da rede PLM - e seu piso em parquet encerado, painéis de madeira, a pátina do tempo, parede de assentos estofados em couro, toalhas de mesa brancas e logotipo louça.
Apenas em 1963 que o local foi rebatizado como "Le Train Bleu", em homenagem ao celebrado serviço oferecido na linha "Paris-Ventimiglia" e em suas paredes e tetos ainda permanecem as representações das paisagens percorridas pelos trens da rede PLM, assim como o seu piso em parquet encerado, painéis de boiserie, assentos estofados em couro, toalhas de mesa brancas e porcelana com sua marca.
Acesse o menu clicando no link abaixo:
http://www.le-train-bleu.com/maj/pdf/carte_juin_2015/MENU_F_Pages_interieur_260x340-052015-pour_mail.pdf
Place Louis Armand
Gare de Lyon, 1er étage
12ème arrondissement
Telefone: 01 44 75 76 76
www.le-train-bleu.com
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Orléans, uma jóia ao sul de Paris
Orléans fica a cerca de 120km ao sul-sudoeste de Paris e é hoje a Capital do Departamento do Loiret e da Região Centre – imaginem que a cidade de New Orleans (em francês, La Nouvelle Orléans), nos Estados Unidos, foi assim batizada por conta desta Orléans, que já foi a segunda mais importante da França, fica às margens do rio Loire, exatamente onde este rio faz uma curva em direção ao Maciço Central, para o sul.
Suas origens remontam aos gauleses, que a chamavam de Cenabum e era uma das principais cidades da tribo Carnutes, onde os druidas realizaram a sua assembléia anual até que em 52aC foi conquistada e destruída por Júlio César.
Depois disso foi reconstruída pelos romanos por ordem do Imperador Aureliano, que a batizou de “Aurelianum" (a cidade de Aureliano, ou “cité d'Aurélien”), que evoluiu para Orléans.
Mas história à parte, este é um passeio que vale a pena: por carro se chega em cerca de 1h30, sem esforço e nem loucuras, dento da lei, como deve ser.
O centro histórico que deve ser percorrido a pé, commme Il fault e, bem no meio dele está a Cathédrale Sainte-Croix d'Orléans que, é claro, é uma catedral gótica católica, sendo a sede do Bispado de Orléans.
Sua construção foi iniciada em 1278 e teve fim em 1329, depois foi destruída em 1568 para ser reconstruída no período de 1601 a 1829 e é muito famosa por sua relação com Jeanne d'Arc, a heroína francesa que nesta catedral esteve assistindo à missa antes de conseguir levantar o cerco à cidade.
Além disso há na cidade diversos passeios – são sete os parques e jardins públicos – e museus como o Museu de Ciências Naturais, o Centro Charles Peguy, a Casa de Jeanne d'Arc, o Museu de Belas Artes e o Museu Histórico.
Naturalmente há uma infinidade de bons lugares para se apreciar a boa mesa, como o Le Lièvre Gourmand, que fica no número 28 do Quai du Chatelet, numa excelente localização central.
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