sábado, 13 de setembro de 2014

Mochilas escolares em azul e rosa provoca polêmica na França

Nas bolsas distribuídas pela prefeitura de Puteaux há também um kit para construir robôs, para os meninos, e miçangas para fazer bijuterias para as meninas

A decisão de uma prefeitura nos arredores de Paris de distribuir mochilas escolares azuis para os meninos e rosa para meninas provocou polêmica na França.

Nas bolsas distribuídas pela Prefeitura de Puteaux, governada pela Prefeita Joëlle Ceccaldi-Raynaud, há também um kit para construir robôs, para os meninos, e miçangas para fazer bijuterias para as meninas.

A distinção causou polêmica no momento em que o governo implementa na rede educacional um programa para promover a igualdade entre homens e mulheres, e lutar contra os estereótipos.

O "abecedário da igualdade entre meninas e meninos", do Ministério da Educação, visa a transmitir às crianças nas escolas a ideia de que não existem atividades, inclusive recreativas, específicas para cada sexo.

O objetivo do programa, segundo o governo, é fazer com que as crianças não se agarrem a estereótipos, uma posição que pode influenciar, inclusive, a escolha de suas profissões posteriormente.


CRÍTICAS

A notícia ganhou destaque na imprensa francesa no início do calendário letivo, que começou nesta semana no país.

Vários políticos criticaram a medida da prefeita Ceccaldi-Raynaud, do partido de centro-direita UMP (do ex-presidente Nicolas Sarkozy).

"É o ápice dos estereótipos", afirmou o adjunto da prefeita socialista de Paris, Jean-François Martins.

"Por que só essas duas cores? É um pouco besta e algo de tempos antigos", criticou o vereador de Puteaux Christophe Grébert, do partido centrista Modem.

O vereador também criticou os gastos com as mochilas e com a festa organizada pela prefeitura para distribuir os artigos escolares: 300 mil euros (R$ 600 mil).

"Essas mochilas são uma provocação, no momento em que a questão dos estereótipos sexistas nas escolas está sendo discutida publicamente", afirmou a blogueira Marie Donzel em seu site Ladies & Gentleman.

Para a nova ministra da Educação, Najat Vallaud-Belkacem - a primeira mulher a exercer esse cargo na França -, "o papel do município é promover a igualdade entre homens e mulheres".

A ministra, no entanto, felicitou a iniciativa da distribuição de mochilas no atual período de crise econômica e ressaltou que a polêmica sobre o caso "é algo estéril".


POLÊMICA

Em entrevista ao jornal "Le Figaro", a prefeita de Puteaux afirmou "assumir totalmente" a distribuição das mochilas azuis e rosas e disse que seu único objetivo foi o de "dar uma ajuda aos pais no início do ano letivo", evitando gastos suplementares.

Segundo a prefeita, a iniciativa existe há anos. "Lamento por essas polêmicas que não levam a nada", declarou.

Em entrevistas à TVs francesas, pais de alunos agradeceram a distribuição das mochilas e disseram "não ver problema algum" nelas.

O rosa e o azul foram justamente as cores utilizadas pelos movimentos que se opunham à aprovação da lei contra o casamento gay na França.

No início deste ano, pais de alunos do primeiro ciclo do ensino fundamental chegaram a impedir que seus filhos fossem à escola devido a rumores - difundidos nas redes sociais por grupos ligados à extrema direita - sobre o "abecedário da igualdade".

Os rumores afirmavam que o governo estaria promovendo a homossexualidade e que as crianças teriam cursos de educação sexual já na escola maternal.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Jay Z e Beyoncé no Stade de France



Segundo informações da France Presse, Jay Z e Beyoncé, o casal mais conhecido do rap e do R'n'B, vão fazer hoje (12) e amanhã (sábado, 13) apresentações de duas horas e meia cada no Stade de France, no norte de Paris.

Após várias semanas de rumores sobre sua suposta separação, o casal encerrou o primeiro espetáculo na capital francesa de mãos dadas e com um beijo durante a música "Young Forever", uma das quase 40 da apresentação conjunta.

A viagem do casal, com as duas únicas apresentações europeias em Paris, faz parte da turnê "On the run", que começou com 19 shows nos Estados Unidos e no Canadá.

Praticamente todos os ingressos foram vendidos no palco da final da Copa do Mundo de 1998, com cada uma das apresentações gerando cerca de US$ 5 milhões, de acordo com a imprensa.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Hollande desmente ex-mulher



O presidente francês, François Hollande, sentiu como 'um golpe dado a (sua) vida inteira' as acusações feitas por sua ex-esposa, Valérie Trierweiler, acusando-o de negligenciar os pobres, e disse que elas eram 'uma mentira que fere' ao Nouvel Observateur.

'Este ataque sobre os pobres, os menos favorecidos, senti como um golpe dado a minha vida inteira', afirmou à revista.

'Em todas as minhas funções, em todos os meus mandamentos, só pensei em ajudar, em representar os que sofrem. Nunca estive do lado dos poderosos, embora não seja seu inimigo, mas sei de onde venho', acrescentou o chefe de Estado.

'Nunca esqueci de onde vim. Meu avô materno, pequeno alfaiate de origem Sabóia, viveu com sua família em um apartamento modesto de dois quartos em Paris. Meu avô paterno era um professor, filho de uma família de camponeses pobres do norte da França. Como poderia negligenciar o ambiente em que tenho as minhas raízes, a minha razão de viver?', questionou, indignado, o chefe de Estado.

Em seu livro 'Merci pour ce moment' (Obrigada por este momento), a ex-primeira-dama da França, que se separou em janeiro de Hollande, o retrata como um homem desumano e que desdenha dos pobres.

'Na verdade, ele não gosta de pobres. Ele, um homem de esquerda, fala em particular dos 'sem-dentes', e tem muito orgulho desta piada', afirma a ex-companheira sentimental de Hollande.

'Sim, conheci pessoas nas piores situações. Tinham dificuldades para tratar os dentes. Isso é o sinal da pior miséria. Essas pessoas, eu frequentava, ajudava, apoiava', declarou Hollande à revista.

'Não quero que digam que faço troça da dor social, porque é uma mentira que me dói', acrescentou.

Musée Picasso será reaberto em Paris


Laurent Le Bon, presidente do Museu Picasso
Foto: AGNES DHERBEYS / NYT

Segundo informações do The New York Times, o Musée Picasso será reaberto em Paris após cinco anos fechado para a polêmica reforma - que contou com prazos perdidos e revolta trabalhista - da mansão do Século XVII que abriga a instituição.

Laurent Le Bon, de 45 anos, com seus óculos de aro de tartaruga e um terno cinza-carvão, Laurent Le Bon, de 45 anos, é um Zorro improvável que surgiu para resgatar o Musée Picasso, no bairro do Marais, em Paris.

Quando ele foi eleito presidente da instituição, em junho, e despachado para a missão de emergência, a imprensa francesa o exaltou como o herói mascarado latino que combate a injustiça dos tiranos. E usando seu sobrenome e sua reputação para a diplomacia, os curadores do mundo da arte o chamam de “Larry the Good” (Larry, o Bom, em tradução livre).

Sua tarefa: reabrir a mansão do século XVII que abriga o museu depois de cinco anos de obras de renovação. A polêmica reforma perdeu vários prazos e enfrentou uma revolta trabalhista que levou à demissão da presidente anterior, Anne Baldassari, por “administração autocrática”.

“Não creio que eu seja o Zorro”, diz Le Bon, que, além de presidir a abertura do Centre Pompidou Metz, braço que o famoso museu da capital abriu no nordeste da França, em 2010, é especialista em arte dos séculos XVI e XVII. “Não estamos em guerra. Não há conflito. Meu método é muito simples: organizar a situação, ler o que foi produzido e escutar.”

O Musée Picasso, no Hotel Salé, teve seu espaço público mais que dobrado para abrigar a maior coleção do mundo de obras do mestre espanhol. A reabertura está marcada para o dia 25 de outubro, que seria o 133º aniversário de Pablo Picasso.

Nos dias 20 e 21 de setembro, visitantes terão uma visita preliminar grátis pela mansão. Enquanto isso, Le Bon prepara uma charmosa ofensiva, que inclui um acordo com a ex-diretora do museu, acadêmica que investiu grande parte de sua vida à obra de Picasso. Ela será convidada para ser a curadora da exibição de reabertura.

O museu, fundado em 1985, foi criado graças à família Picasso, que doou um acervo de mais de 5 mil artigos depois da morte do artistas, em 1973, sob uma lei que permitia aos herdeiros contribuir com obras ao invés de impostos.

Musée Picasso Paris
Hôtel Salé
5, Rue de Thorigny
3ème arrondissement
Telefone: 01 85 56 00 36
www.museepicassoparis.fr

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Ativistas do Femen são absolvidas por protesto em Notre-Dame


Segundo informações da Reuters, um tribunal francês absolveu nove mulheres do grupo de protesto Femen nesta quarta-feira de um processo por uma manifestação dentro da catedral Notre Dame, em Paris, visitada por milhões de turistas e devotos católicos todos os anos.

As feministas se misturaram às centenas de visitantes enfileirados para entrar na igreja do Século XII, em 11 de fevereiro de 2013 – um dia depois do Papa Bento XVI anunciar sua renúncia –, e expuseram os torsos pintados com frases como “Chega de Papa” e “Caia fora, Homofóbico”.

“Estamos extremamente felizes com a decisão”, declarou Michael Ghnassia, advogado de defesa do Femen que anunciou o veredicto.

As únicas penas que a corte aplicou, disse ele, foram multas suspensas impostas a três membros da equipe de segurança de Notre Dame.

As ativistas do Femen, algumas das quais foram estapeadas por católicos furiosos antes de a equipe de segurança expulsá-las, estavam sendo processadas pela acusação de terem degradado um local de devoção em uma manifestação durante a qual bateram nos sinos da catedral com pedaços de pau.

O protesto foi realizado durante um período de manifestações de rua às vezes violentas em reação à lei que legalizou os casamentos do mesmo sexo na França, república secular mas predominantemente católica.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Chico Buarque bem acompanhado em Paris


Chico Buarque aparece ao lado de Proust, Hemingway, Rimbaud e Verlaine nesta espécie de “mural da fama” dos intelectuais, ao número 39 da Rue Descartes, no 5ème arrondissement de Paris - bem no coração do Quartier Latin, entre o Panthéon e a Place de la Contrescarpe.

Neste prédio de cinco andares que hoje abriga o restaurante La Maison de Verlaine no seu andar térreo moraram o próprio Verlaine, em 1824 e Hemingway, entre 1921 e 1925 - este último viveu no último andar, enquanto trabalhou na Cidade Luz para o jornal Toronto Star.

Até onde se sabe, Chico não morou lá - ele tem apartamento na Île de Saint Louis - mas costuma passear naquela por aquela área do Quartier Latin.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O metrô de Paris e os melhores hambúrgueres da Cidade Luz

Você gosta de hambúrgueres?

Se gosta você vai ficar encantado com o mapa das estações do metrô de Paris que a agência FraisFrais criou ao substituir o nome de cada estação “normal” pelo nome do melhor restaurante de hambúrgueres de cada região de Paris de metrô. Desta forma você será capaz de testar e nos dizer o que é o melhor hambúrguer da Cidade Luz.

Confira mais abaixo o mapa.

Ou clique neste link a seguir para acessar o mapa em alta definição:
http://fraisfrais.com/wp-content/uploads/2014/09/Plan-Paris-Metro-Burger-Fraisfrais-HD.jpg


Plan-Paris-Metro-Burger-Fraisfrais-SD