quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Le Palais Royal

Embora o Palais Royal, no 1er arrondissement de Paris, tenha esse nome, ele nunca foi um palácio real: foi construído a mando do Cardeal Richelieu em 1624 e era chamado, nesta época, de Palais Cardinal, e ao morrer, deixou-o para a Coroa Francesa.

E somente a partir de 1643, depois da morte de Louis XIII, quando abrigou a Rainha-Mãe Ana da Áustria, o Cardeal Mazarin e o jovem Louis XIV que passou a ser chamado de Palais Royal.

Em 1871, o palácio foi destruído e seria restaurado dois anos depois para receber o Conselho de Estado, que lá está instalado desde então e, hoje em dia, além do Conselho de Estado, o Palais Royal acolhe o Tribunal Constitucional e o Ministério da Cultura.

Seus jardins são de beleza rara e lá encontramos o histórico restaurante "Le Grand Vefour" e ainda a Comédie-Française, a companhia de teatro estatal, que desde 1799, sob o reinado de Napoleão I, lá mantém a Salle Richelieu em funcionamento.







terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Le 16ème arrondissement

O 16ème arrondissement é predominantemente residencial é lá encontramos Auteuil e Passy e é também o local da famosa Avenue Foch, a mais latga via de Paris e, sem a menor dúvida, uma enorme concentração de grandes fortunas, tanto de franceses, quento de estrangeiros.

Lá também encontramos muitos museus, como o Musée de la Marine, o Musée de l'Homme, o Musée des Monuments Français e o Musée du Cinéma Henri Langlois, entre outros e, dentre os monumentos, podemos destacar a Place de l'Étoile e o Arc de Triomphe e um parque, o Bois de Boulogne.

Sua exclusividade e a riqueza de seus habitantes chegou a tal ponto que a frase "le 16ème" tem sido associada à “grande riqueza’ na cultura popular francesa mas, contudo, o 16ème é “apenas” o quarto mais rico da França, segundo os critérios de renda familiar.

Surpreendentemente há no bairro vários espaços desportivos de grande porte, incluindo: o Parc des Princes, que é o estádio “de casa” do Paris Saint-Germain, o complexo de Roland Garros, onde acontece o Aberto de Tênis da França e o Stade Jean Bouin, de rugby.









segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Le Marais

O Marais fica ocupa parte do 3ème e do 4ème arrondissements de Paris, na Rive Droite do Sena e é considerado, assim como o Quartier Latin, um bairro histórico, e frequentado pela nobreza até finais do século XIX.

Em 1240 a Ordem dos Templários (que foi fundada em 1129) construiu, na parte norte do Marais – à época fora dos muros de Paris – uma igreja fortificada, transformando essa zona em uma área atraente a ponde de Charles I d’Anjou, Rei de Nápoles e Sicília e irmão do Rei Louis IX da França construiu sua residência perto do atual n° 7 da Rue de Sévigné.

Pouco mais de um século depois, em 1361, o Rei Charles V lá construiu o Hôtel Saint-Pol, que serviu como sede da Corte durante o seu reinado, assim como o de seu filho.

Desde então e especialmente após a criação da Place Royale (atual Place des Vosges) por Henri IV em 1605, o Marais era o local favorito de residência da nobreza francesa.

Na década de 1950, o bairro tornou-se uma área da classe trabalhadora e a maioria de suas obras arquitetônicas estavam em péssimo estado de conservação até que, em 1964, André Malraux, Ministro da Cultura do General de Gaulle fez do Marais o primeiro “Secteur Sauvegarde”, a fim de proteger e conservar lugares de importância cultural especial.

Nas décadas seguintes o governo praticou uma intensa uma política de reabilitação e de restauração dos principais hôtels particuliers que foram transformados em museus: o Hôtel Salé hospeda o Museu Picasso, o Hôtel Carnavalet hospeda o Museu Histórico de Paris, o Hôtel Donon hospeda o Museu Cognac-Jay e até a própria Place de Vosges foi revigorada.

O Beaubourg, que fica na parte oeste do Marais, foi o local escolhido para o Centre Georges Pompidou, que hospeda o Museu de Arte Moderna da França, um dos mais importantes do mundo.

Também é reconhecido como o bairro judeu e, por conta dessa sua herança judaica, lá encontramos vários pequenos restaurantes que oferecem quitutes típicos e, é claro, todos kosher.

Esse movimento começou após a nobreza se mudar para o entorno do Faubourg Saint-Germain (onde hoje encontramos parte do 6ème e do 7ème arrondissements) no Século XVII e o bairro se tornou-se área comercial, popular e muito ativa.

Ao final do Século XIX e durante a primeira metade do Século XX, a região em torno da Rue des Rosiers recebeu muitos judeus da Europa Oriental (Ashkenazi) que infelizmente foram perseguidos durante a ocupação Nazista da França na Segunda Guerra Mundial e hoje em dia esta região está plenamente revitalizada, recebendo muitos turistas e bastante frequentada pela comunidade gay que lá encontra lojas de griffes, brechós transados, pequenos bistrôs, bares da moda e galerias de arte.

Mas uma característica escapa aos olhares da maioria dos brasileiros: o Marais é também conhecido pela forte comunidade chinesa que lá se encontra e cuja ocupação começou durante a Primeira Guerra Mundial.

Naquela época a França precisava de trabalhadores para substituir os seus soldados em guerra e a China decidiu então enviar milhares de chineses sob uma condição: de que eles não participariam da guerra.

Após a vitória de 1918, muitos decidiram ficar em Paris, se estabeleceu no norte do bairro, principalmente no entorno da Place de la République e vivem, basicamente, do comércio de jóias e de artigos de couro. 

Para ver mais do Maris, acesse:
http://www.youtube.com/watch?v=25R6VSMdqWM&feature=player_embedded













domingo, 4 de dezembro de 2011

Paris, La Ville-Lumière

A Cidade de Paris é conhecida por vários apelidos carinhosos, mas o mais famoso deles e talvez o que a melhor defina é, sem a menor dúvida, o de Cidade Luz, ou La Ville-Lumière – e o mais curioso é que este apelido pode ter diversas origens.

Querem ver?

No século XVII, ela era a capital da maior potência política européia e nesta época foi criado o seu serviço público de iluminação de vias públicas, por Louis XIV, o Roi Soleil, Luís XIV, em 1662, que decidiu converter em dia a noite parisiense.

No Século XVIII, era o centro cultural da Europa, cuja efervescência intelectual durante o advento do Iluminismo, lhe deu fama mundial como um centro de educação e idéias durante esta época.

Já no Século XIX, era a capital da arte e do lazer, a o centro da Belle Époque e, no Século XX, com seus letreiros e intensa vida noturna e a iluminação indescritível de seus monumentos e pontos de interesse turísticos, não poderia mesmo deixar de ser a Cidade-Luz.

Aproveitem as maravilhosas fotos - basta clicar em cima para aumentá-las - e bom domingo.
















Boulevard Saint-Michel

Com uma extensão de 1,38km o Boulevard Saint-Michel é a principal via do Quartier Latin e serve como divisão entre o 5ème e o 6ème arrondissements, sendo o seu início na Pont Saint-Michel (uma das pontes para a Île de la Cité) e seu fim na Place Camille Jullian, pouco antes da Avenue de l'Observatoire, na altura da estação de metrô Port-Royal.

O Boul'Mich, como é conhecido na gíria parisiense, é cheio de árvores e, à exemplo do Boulevard Saint-Germain – que corta ao meio – também foi criada pelo Barão Haussmann para marcar o histórico eixo central, norte-sul, de Paris e por conta de sua construção, inúmeras vias menores desapareceram.

Como eixo maior do Quartier Latin, ele tem um grande foco na vida acadêmica e no ativismo, mas mesmo assim atrai muitos turistas, o que feito com que as pequenas livrarias venham sendo substituídas por muitas lojas de griffes – como excessão podemos citar as livrarias Gibert Joseph e Gibert Jeune.

A parte norte é a mais freqüentada e lá encontramos o Musée de Cluny, o Licée Saint-Louis, a École des Mines, e a Cité Universitaire, da Sorbonne.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Boulevard Saint Germain

Com uma extensão de 3,5km o Boulevard Saint-Germain é uma das principais vias parisienses e corta, de seu início na Pont Sully (uma das pontes para a Île Saint-Louis) até seu fim na Pont de la Concorde (a ponte para a Place de la Concorde) o 5ème, o 6ème e o 7ème arrondissements.

O Boulevard Saint-Germain foi a parte mais importante de renovação empreendida pelo Barão Haussmann na Rive Gauche, substituindo inúmeras pequenas ruas que haviam nessa época.

Quase no meio de sua extensão ele é cortado pelo Boulevard Saint-Michel, na altura do Quartier Latin e seu nome vem do bairro e da Igreja de de Saint-Germain-des-Prés, que atravessa e abriga suas principais lojas, cafés e brasseries.

A partir da década de 1930 o Saint-Germain tem sido associado à vida noturna, notadamente por abrigar dois dos mais famosos cafés de Paris: o Les Deux Magots e o Café de Flore, tradicionais pontos de encontro para filósofos, escritores e músicos.




quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O novo sistema Autolib'

Na próxima segunda-feira será inaugurado o sistema Autolib' – similar ao Velib', mas que utilizará carros elétricos – e que promete, após a instalação dos 3.000 “bluecars” (como serão conhecidas os carrinhos) uma redução do uso de veículos particulares em cerca de 22.500 por dia, o equivalente a 164.500 mil quilômetros por ano.

O sistema Autolib' chega para reduzir a poluição e os congestionamentos já que seu motor elétrico não produz micro partículas nem gases de escape reduzindo as emissões de carbono em até 20% no ano de 2020.

Aqui em Paris temos a impressão que, além de inteligente, este será um meio de transporte ao alcance de todos (por conta de suas tarifas, por hora de uso), mais ecológico, prático e econômico.